PROFESSOR DE CAVACO

Cavaquinho

O   cavaquinho   (também chamado   braguinha ,   braga ,   machete ,   machetinho   ou   machete-de-braga ) é um instrumento da família dos cordofones   originário do   Minho,   norte de Portugal, que mais tarde foi amplamente introduzido na cultura popular de   Braga   pelos nobres   Biscainhos e de onde foi depois levado para outras paragens como   Cabo Verde,   Moçambique,   Brasil,   Hawaii   e   Madeira.

Com 12   trastos   na forma original o cavaquinho tem uma afinação própria da cidade de Braga que é ré-lá-si-mi. No entanto, as suas quatro cordas de tripa ou de   metal, são também afinadas em ré-si-sol-sol, mi-dó#-lá-lá, mi-ré-si-sol, ré-si-sol-ré ou, mais raramente, em mi-si-sol-ré conforme o pais onde é utilizado   e de acordo com os costumes etnográficos de cada região portuguesa. Um dos mais exímios instrumentistas portugueses que frequentemente utiliza o cavaquinho em novas abordagens da música popular é   Júlio Pereira.

No Brasil este instrumento é usado nas   congadas   paulistas e forma historicamente o conjunto básico, junto com o   bandolim, a   flauta   e o   violão, para execução de   choros.   Waldir Azevedo   é o mais conhecido músico de choro que tocava esse instrumento. Considerado, ainda em vida deste, como seu sucessor, o músico paulista Roberto Barbosa, mais conhecido por   Canhotinho, é hoje considerado uma das principais referências no instrumento, por ter aprimorado a técnica deixada por Waldir Azevedo.   Canhotinho   é há cerca de 40 anos o arranjador do renomado conjunto de samba   Demônios da Garoa.